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Cemig estuda medidas para reduzir impacto do reajuste da conta de luz

26 de maio de 2026 às 16:35

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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) estuda medidas para reduzir o impacto da provável alta na conta de luz dos consumidores mineiros diante do Reajuste Tarifário Anual (RTA) de 2026. A proposta de reajuste será analisada nesta terça-feira (26/5) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que decidirá sobre a aprovação do aumento médio de 6,5% solicitado pela estatal.

O relator do processo, diretor Gentil Nogueira, já votou favoravelmente à medida. Caso o reajuste seja aprovado, os novos valores entrarão em vigor a partir da próxima quinta-feira (28/5).

De acordo com a Cemig Distribuição, o reajuste proposto representa aumento médio de 9,43% para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes centros comerciais, e de 5,21% para consumidores de baixa tensão, categoria que inclui as residências.

O percentual solicitado pela empresa supera a inflação oficial do país medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o IBGE, o índice acumulado entre maio de 2024 e abril de 2025 foi de 4,39%, enquanto o IPCA registrado em 2025 chegou a 4,26%.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, o presidente da Cemig, Alexandre Ramos, explicou que o reajuste é consequência principalmente dos custos relacionados à chamada Parcela A da tarifa de energia, composta por despesas não gerenciáveis pela concessionária.

Entre esses custos estão a compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e os recursos destinados ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A tarifa de energia elétrica é dividida em duas partes: Parcela A e Parcela B. Enquanto a Parcela A reúne custos externos à gestão da empresa, a Parcela B corresponde às despesas operacionais da concessionária, incluindo gastos com pessoal, manutenção da rede, aquisição de equipamentos e contratação de serviços terceirizados.

Segundo Alexandre Ramos, a Cemig pretende iniciar uma série de ações para tentar reduzir a tarifa de energia em Minas Gerais e amenizar os efeitos do reajuste anual sobre os consumidores. Entre as alternativas analisadas está uma possível redução do ICMS cobrado pelo governo estadual sobre a conta de luz. Além do imposto estadual, a tarifa também inclui cobranças federais, como PIS/Cofins, e a Contribuição para Iluminação Pública (CIP), de responsabilidade municipal.

O presidente destacou ainda que atualmente cerca de 35% do valor da conta de energia corresponde a tributos, enquanto 37% estão relacionados aos custos de transmissão e 28% representam efetivamente o valor da energia consumida.

“Estamos estudando o que pode ser feito em relação à parte tributária, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de outros instrumentos legais e infralegais que possamos aplicar como concessionária para reduzir o impacto ao consumidor final, tanto de alta quanto de baixa tensão”, afirmou Alexandre Ramos.