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TJ nega soltura de médica que teria mandado matar farmacêutica em Uberlândia para ficar com a filha dela

10 de dezembro de 2025 às 15:49

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O desembargador Jaubert Carneiros Jaques, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), negou o pedido de habeas corpus da defesa da médica Cláudia Soares Alves, suspeita de mandar matar uma farmacêutica em 2020 em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a investigação, a médica namorou o ex-marido da farmacêutica e queria ficar com o filho da vítima.

Ela ficou conhecida em 2024 após raptar uma bebê recém-nascida na maternidade do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC UFU).

No final de novembro, o juiz Dimas Borges de Paula, da 5ª Vara Criminal de Uberlândia, converteu de temporária para preventiva a prisão de Cláudia Soares Alves. A defesa alegou que faltava fundamentação no decreto da prisão e indicou “a falta de fatos recentes e contemporâneos aptos a justificar a segregação da paciente”, além da ausência dos requisitos da prisão preventiva.

Ao negar o pedido o magistrado afirmou que “em uma análise sumária do processo, constata-se que a decisão que impôs a segregação cautelar da paciente está, aparentemente, embasada em elementos objetivos do caso, aliados aos pressupostos e requisitos da medida extrema”. Por esse motivo, ele indeferiu a soltura da médica.

Diante da negativa em análise monocrática, ou seja, quando apenas um desembargador decide, o caso será levado para o julgamento de três magistrados na 6ª Câmara Criminal. A decisão foi na terça-feira (9/12), sendo informada à Justiça de Uberlândia na manhã desta quarta-feira (10/12).

O homicídio

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime seria passional. A médica mantinha um relacionamento com o ex-marido da farmacêutica, após a separação do casal.O casamento durou apenas dois meses. Segundo o ex-companheiro, ele decidiu se separar ao perceber comportamentos desequilibrados e sinais de transtorno de personalidade na médica, além de um desejo dela de assumir a maternidade da filha que ele tinha com a farmacêutica.

A vítima, temendo pela segurança da filha, havia proibido o contato da criança com o pai quando ele estivesse acompanhado da médica.

Para os investigadores, o crime foi planejado pela mulher após o fim do relacionamento, com o objetivo de retomar o casamento e assumir o papel de mãe da criança. O crime foi executado pelo vizinho da médica, que também está preso.