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Alerta: Minas Gerais confirma os primeiros casos de mpox em 2026

23 de fevereiro de 2026 às 14:51

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou um alerta epidemiológico após a confirmação dos três primeiros casos de mpox em Minas Gerais em 2026. A situação no estado ocorre em um cenário nacional que já soma 48 registros da doença, concentrados majoritariamente em São Paulo.

Conforme os dados SES MG, até o último dia 16, foram 19 casos notificados, sendo três confirmados, um caso provável, nove casos suspeitos e seis casos descartados. Até a última atualização, não havia nenhum óbito relacionado à doença.

Os casos confirmados envolvem três homens com idades entre 30 e 49 anos. As notificações foram feitas em Belo Horizonte e Contagem, mas os pacientes não residem de forma permanente no Brasil. Dois vivem nos Estados Unidos e um em Portugal, o que sugere que a infecção tenha ocorrido fora do país. Nenhum deles precisou ser hospitalizado e todos apresentam evolução clínica estável.

O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que a situação está dentro do esperado pelas autoridades sanitárias e ressaltou que, com diagnóstico precoce e início rápido do isolamento, o risco de morte é praticamente inexistente.

A estratégia do governo estadual permanece centrada na vigilância ativa, identificação ágil de casos e bloqueio de possíveis cadeias de transmissão.

As autoridades reforçam que a mpox não apresenta o mesmo padrão de disseminação de doenças respiratórias altamente contagiosas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões ou secreções de pessoas infectadas, inclusive em relações sexuais, mas também pode acontecer por meio de fluidos corporais ou pelo uso compartilhado de objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama.

A infecção por gotículas respiratórias é considerada menos frequente e geralmente exige contato próximo e prolongado. O período de incubação pode variar de alguns dias a até três semanas.

Diante de sintomas como lesões na pele, febre e aumento de gânglios, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes para avaliação e, se necessário, início das medidas de isolamento.

Vigilância e Recomendações

Até o momento, Minas Gerais não registrou nenhum óbito relacionado à doença em 2026. Por outro lado, a Secretaria de Saúde mantém o monitoramento constante dos casos suspeitos para evitar que a doença se espalhe entre residentes que não viajaram.

A orientação principal é evitar o contato direto com pessoas que apresentem sintomas visíveis até que as lesões estejam completamente cicatrizadas.