Notícia
Ataques de cães acendem alerta e mobilizam autoridades em Patrocínio
23 de fevereiro de 2026 às 16:16
Dois episódios de ataques envolvendo cães mobilizaram autoridades em Patrocínio na última semana.
O primeiro caso ocorreu na manhã de quarta-feira (18), na região central da cidade. A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada para atender a uma ocorrência de omissão de cautela na guarda de animal.
Conforme relato da vítima, uma mulher de 70 anos, ela caminhava pela rua acompanhada de dois cães da raça pinscher quando um pit bull saiu de uma residência próxima e atacou os animais. Um dos cães sofreu ferimentos graves e precisou passar por atendimento veterinário. Ao tentar intervir para separar os cães, a idosa teve uma lesão leve em um dos braços.
O tutor do pit bull, um jovem de 25 anos, declarou que não percebeu o momento em que o animal deixou o imóvel. Diante da situação, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência por omissão de cautela na guarda de animal.
O responsável assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal e foi liberado após os procedimentos. A vítima informou que pretende representar criminalmente pela lesão sofrida.
O segundo ataque foi registrado na Praça Santa Luzia – uma criança foi mordida no rosto por um cão em situação de rua enquanto comia um cachorro-quente com a família.
Segundo a mãe, o menino segurava o alimento quando o animal avançou repentinamente e o atacou. A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, sendo necessário realizar suturas na região da bochecha e da boca.
De acordo com apuração da reportagem da Módulo FM, há relatos de motociclistas, ciclistas e usuários de patinete que afirmam já tererm sofrido investidas de cães na cidade.
Em entrevista à emissora, o secretário municipal de Segurança, Trânsito e Transportes, Roberto Parros, explicou que existe legislação prevendo o recolhimento de animais soltos, mas que a aplicação da medida está suspensa por recomendação do Ministério Público.
Segundo ele, a administração municipal prepara um documento técnico para apresentar às autoridades, buscando respaldo legal para a captura de animais considerados agressivos em situações de risco. O secretário destacou que “cães com comportamento violento não podem ser enquadrados como comunitários, e que eventuais responsáveis poderão responder por omissão de cautela, conforme prevê a legislação.
Em Minas Gerais, a Lei 25.165/2025, sancionada em janeiro deste ano, proíbe a reprodução e a entrada de novos cães das raças pit bull e similares, como rottweiler, dobermann e fila brasileiro. A norma altera a Lei 16.301/2006, permitindo a adoção de animais já existentes, mas mantendo restrições quanto à procriação e à introdução dessas raças no estado.
