Notícia
Audiência do caso Daiane Alves é adiada após ausência de testemunhas da defesa
10 de julho de 2026 às 15:16
A Justiça remarcou para o dia 27 de agosto a segunda etapa da audiência de instrução do caso que investiga a morte da corretora Daiane Alves, desaparecida em 2025 no condomínio onde morava, em Caldas Novas. O adiamento ocorreu porque duas testemunhas indicadas pela defesa não foram localizadas para prestar depoimento.
Na nova data, a expectativa é que sejam ouvidas as testemunhas restantes e realizado o interrogatório do réu, Cléber Rosa de Oliveira, que segue preso preventivamente. Com isso, será encerrada a fase de instrução do processo, etapa em que são produzidas as provas e colhidos os depoimentos.
Após a conclusão da audiência, o Ministério Público e a defesa apresentarão as alegações finais. Em seguida, a juíza responsável pelo caso analisará todo o conjunto probatório para decidir se há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime para que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
De acordo com os advogados que representam a família de Daiane, a Justiça determinou novas diligências para tentar localizar as testemunhas ausentes antes da retomada da audiência.
A primeira fase da instrução ocorreu em 6 de maio e se estendeu por mais de sete horas. Como nem todas as testemunhas puderam ser ouvidas, a magistrada interrompeu a sessão e marcou uma nova data para a continuidade dos trabalhos. O interrogatório de Cléber, inicialmente previsto para esta segunda etapa, também foi mantido para a audiência de agosto.
Caso a magistrada entenda que não há elementos suficientes para levar o réu a júri popular, poderá adotar outro desfecho previsto na legislação. O adiamento da audiência, no entanto, não altera a situação processual do acusado, que permanece preso preventivamente.
Relembre o caso
Daiane Alves, de 43 anos, desapareceu em dezembro de 2025 após descer até a garagem do condomínio onde vivia, em Caldas Novas.
As investigações apontam que, meses antes do desaparecimento, a corretora relatava ameaças e conflitos com o síndico do edifício.
Segundo a Polícia Civil, Daiane foi atraída ao subsolo do prédio após a interrupção da energia elétrica em seu apartamento. No local, teria sido surpreendida e morta com dois tiros na cabeça. O corpo foi ocultado em uma área de mata e localizado semanas depois.
Cléber Rosa de Oliveira responde por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima.

