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Carga gigante de 636 toneladas chega à etapa final rumo à Votorantim, em Goiás

13 de janeiro de 2026 às 15:20

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A travessia de uma das maiores cargas já registradas nas rodovias brasileiras entra em sua fase final. Iniciada em 9 de outubro de 2025, no Porto de Santos (SP), a operação que transporta um moinho de 636 toneladas deve ser concluída ainda nesta terça-feira (13), com a chegada do equipamento à unidade da Votorantim Cimentos, em Edealina, no sul de Goiás.

Para vencer o último trecho do percurso, foi necessário adotar um novo e complexo sistema de transbordo — o terceiro desde a saída do litoral paulista. A estratégia permitiu adequar a composição às condições do trajeto, marcado por acessos estreitos e limitações geométricas nas rodovias e vias urbanas.

Manobras milimétricas e obstáculos estruturais

Após o transbordo, o conjunto, que inicialmente alcançava 123 metros de comprimento, passou a medir 63 metros, com altura de 6,50 metros. A redução foi essencial para superar obstáculos incompatíveis com veículos convencionais.

Segundo o supervisor operacional Marcelo Roque, da empresa Cruz de Malta, responsável pela logística a equipe técnica, somente com essa reconfiguração foi possível atravessar o município de Joviânia (GO) e acessar a área industrial da Votorantim.

Longa passagem por Minas Gerais

Desde que deixou a BR-381, em outubro, o transporte chamou a atenção por onde passou. O moinho permaneceu cerca de 75 dias em território mineiro, cruzando aproximadamente 30 municípios. Entre as cidades impactadas estão Uberaba, Uberlândia, Patrocínio, Patos de Minas, Monte Carmelo, Perdizes e Araxá, além de outras localidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba.

O trajeto envolveu sete rodovias federais — BR-381, BR-354, BR-365, BR-050, BR-262, BR-153 e BR-452 — além da rodovia estadual MG-170.

Escolta e reflexos no tráfego

Devido às dimensões e ao peso da carga, toda a operação contou com escolta policial e monitoramento contínuo. Ao longo do percurso, motoristas enfrentaram lentidão e retenções, especialmente durante interdições totais ou parciais das vias.

Para esta terça-feira, autoridades de trânsito e a transportadora orientam que condutores que trafegam pela região de Edealina redobrem a atenção. A entrada final do moedor de cimento na fábrica pode exigir bloqueios temporários das vias.

Inicialmente prevista para o começo de janeiro, a chegada do equipamento sofreu ajustes ao longo do caminho, considerados naturais diante da complexidade técnica de uma operação que se estendeu por mais de 90 dias e percorreu centenas de quilômetros.