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China libera cotas de exportação de ureia e deve aliviar custos para o produtor brasileiro
27 de maio de 2026 às 14:40
A China voltou a liberar cotas de exportação para fertilizantes à base de ureia. A informação é da agência Reuters.
A medida foi imposta para proteger seu abastecimento interno, em meio à escalada dos preços globais dos fertilizantes e às tensões geopolíticas envolvendo o Estreito de Ormuz.
Com o retorno gradual do produto chinês ao comércio internacional, analistas de mercado preveem uma expansão na oferta global da commodity, o que tende a aliviar os custos de produção para nações que dependem da importação desse material, sendo o Brasil um dos principais beneficiados.
As cotações da ureia vinham registrando uma escalada expressiva desde que os conflitos no Oriente Médio se intensificaram. Para os produtores brasileiros, o impacto foi direto, com o preço do fertilizante saltando até 63% e elevando de forma significativa os custos operacionais para o planejamento das próximas safras.
A China vem ampliando sua participação no abastecimento de fertilizantes ao Brasil e já figura entre os principais fornecedores do produto ao país.
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), entre janeiro e outubro de 2025, o mercado chinês enviou 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil, respondendo por cerca de um quarto de todas as compras externas feitas pelo país no intervalo.
O volume se soma ao cenário histórico registrado no ano passado, quando as importações totais de fertilizantes do Brasil atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas, segundo balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Embora a flexibilização chinesa traga um fôlego ao mercado, o volume exportado por Pequim ainda não retomou os patamares habituais.
Levantamentos realizados pela consultoria StoneX revelam que, ao longo de 2025, os embarques chineses de ureia somaram 4,9 milhões de toneladas, um resultado ligeiramente inferior à média histórica do país, que costuma oscilar entre 5 milhões e 5,5 milhões de toneladas por ano, montante que historicamente atende por 10% de toda a demanda global de exportação do insumo.
