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Colheita avança, mas preços do café seguem em alta com apoio do arábica e do robusta
6 de agosto de 2026 às 15:42
A colheita da safra 2026/27 de café avança em todas as regiões produtoras do Brasil, mas o aumento da oferta não foi suficiente para conter a valorização dos preços em julho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que tanto o café arábica quanto o robusta encerraram o mês em alta, impulsionados por fatores específicos em cada mercado.
No caso do arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras elevaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos, dando sustentação às cotações mesmo com a chegada de mais produto ao mercado.
Os trabalhos de campo já se aproximam da reta final. Segundo o Cepea, cerca de 20% da área cultivada com arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades estão concentradas no recolhimento dos grãos do chão e na colheita dos últimos talhões.
Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 quilos, com alta de 1,03% no dia. Apesar do avanço diário, o indicador acumula recuo de 0,82% em agosto, após registrar expressiva valorização de 10,48% em julho.
No mercado do café robusta, a colheita está praticamente concluída. Ainda assim, os preços também avançaram ao longo de julho. De acordo com o Cepea, a firmeza das cotações foi sustentada pela menor produção da variedade nesta safra e pelo efeito da valorização do arábica, fatores que compensaram o aumento da oferta característico do fim da colheita.
Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, com alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula valorização de 0,24%, depois de encerrar julho com ganho de 2,90%, mantendo o mercado sustentado mesmo com o avanço da colheita.
