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Cooperativismo em Minas Gerais cresce 16,6% impulsionado pelo agro e crédito
10 de junho de 2026 às 08:52
Mesmo diante de juros elevados, instabilidade financeira e severos desafios climáticos, o cooperativismo em Minas Gerais mostrou uma força impressionante e avançou em um ritmo muito superior ao da economia estadual em 2025.
De acordo com os dados inéditos do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, que serão apresentados oficialmente nesta quarta-feira, dia 10, as cooperativas do estado movimentaram expressivos 184 bilhões de reais no último ano.
Esse montante representa um crescimento extraordinário de 16,6% em relação ao ano anterior, um resultado fantástico que é quase 12 vezes acima da expansão do Produto Interno Bruto de Minas Gerais, que ficou em apenas 1,4%.
Com esse desempenho avassalador, o cooperativismo consolida ainda mais o seu papel estratégico no desenvolvimento regional e passa a responder por nada menos que 15,9% de todo o PIB mineiro, movimentando uma estrutura robusta que hoje reúne 788 cooperativas, 4,2 milhões de cooperados e mais de 64 mil empregos diretos de norte a sul do estado.
Entre os grandes motores desse sucesso, o ramo agropecuário foi o principal destaque de 2025, faturando sozinho 66,8 bilhões de reais após um salto de 26,7%, o que significa que mais da metade de todo o crescimento do cooperativismo mineiro veio do campo.
Esse setor é tão forte que hoje representa mais de um quarto do PIB do agronegócio de Minas Gerais e responde por fatias massivas da produção, sendo que impressionantes 63,6% de todo o café colhido no estado e mais de 18% do leite passaram pelas mãos das cooperativas.
Para que o produtor rural conseguisse produzir tanto, o crédito cooperativo foi uma ferramenta fundamental, movimentando mais de 93 bilhões de reais em 2025 e garantindo o repasse de 14,4 bilhões de reais em crédito rural para pequenos e médios produtores, levando inclusão financeira e sendo a única instituição com atendimento físico em 84 cidades mineiras.
Por fim, além do sucesso financeiro, o setor provou sua enorme responsabilidade social ao criar quase 2.800 novas vagas de trabalho, registrando um crescimento de empregos três vezes superior à média estadual, pagando salários 36% maiores que o setor privado tradicional e promovendo uma forte inclusão, já que as mulheres ocuparam seis em cada dez novos postos de trabalho gerados, consolidando o cooperativismo como o verdadeiro motor econômico e social de Minas Gerais.
