Notícia
Corpo de corretora morta em Caldas Novas é identificado e será liberado para a família
3 de fevereiro de 2026 às 15:08
A Polícia Científica de Goiás confirmou, na manhã desta terça-feira (03), a identificação do corpo de Daiane Alves Sousa, após a conclusão de exames realizados ao longo de sete dias no Instituto Médico-Legal (IML). A confirmação da identidade ocorreu por meio de exame de DNA, etapa considerada essencial para a liberação oficial do corpo pelo IML de Goiânia.
De acordo com a Polícia Científica, as condições em que o corpo foi encontrado inviabilizaram métodos convencionais de identificação.
O único material passível de análise foram os dentes, que precisaram passar por um tratamento químico prévio antes da extração do material genético. Esse processo, somado à análise laboratorial, demandou vários dias até a confirmação final.
Em nota, a instituição informou que o resultado da perícia foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira, responsável pelos trâmites necessários para a liberação do corpo à família. A Polícia Científica destacou ainda o compromisso com a precisão técnica e a agilidade na condução das investigações.
A família acompanha de perto o andamento do caso e informou que o sepultamento de Daiane será realizado em Uberlândia (MG), cidade natal da corretora. O enterro ocorrerá no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, com data e horário a serem definidos após a liberação oficial do corpo.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. O corpo foi localizado em 28 de janeiro, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, após o síndico do prédio onde ela morava confessar o crime e indicar o local às autoridades.
Segundo a Polícia Civil, Cléber Rosa de Oliveira confessou o homicídio e foi preso. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, acusado de tentar atrapalhar as investigações.
Paralelamente aos trabalhos do IML, equipes policiais retornaram ao condomínio onde a vítima residia e ao veículo utilizado pelo suspeito para novas diligências. O objetivo é confrontar os depoimentos prestados com eventuais vestígios encontrados nos locais analisados.
A mãe da vítima, Nilse Alves, relatou ter sido informada sobre a possível existência de sangue em um almoxarifado do prédio, informação que ainda aguarda confirmação oficial da Polícia Civil.
Já o advogado da família, Plínio Cesar, afirmou que dados preliminares indicam a presença de um projétil no corpo da vítima, reforçando a linha investigativa adotada até o momento. A defesa dos suspeitos não se manifestou sobre as circunstâncias do crime.
