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Dia Mundial do Meio Ambiente: 2,2 milhões de mudas plantadas por dia no Brasil
5 de junho de 2026 às 11:51
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o setor brasileiro de florestas plantadas consolida sua relevância sustentável com a impressionante marca de 2,2 milhões de mudas plantadas diariamente em todo o território nacional.
Esse dado, divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), evidencia a robustez de uma cadeia produtiva fundamentada no ciclo contínuo de cultivo, colheita e replantio.
As árvores cultivadas são a matéria-prima essencial para uma vasta gama de itens cotidianos, englobando desde papéis higiênicos, embalagens, livros e cadernos até painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras têxteis como a viscose.
Por serem de origem renovável, reciclável e biodegradável, esses produtos consolidam-se como substitutos estratégicos e ecológicos aos materiais de origem fóssil.
Para além do valor comercial, essas florestas exercem uma função ambiental vital, pois absorvem dióxido de carbono da atmosfera durante seu crescimento e o fixam em sua biomassa, atuando diretamente na mitigação das mudanças climáticas.
O modelo de manejo adotado no país prioriza o plantio em mosaico, técnica que intercala os maciços produtivos com áreas de vegetação nativa, o que estimula a criação de corredores ecológicos e assegura a preservação do solo, dos recursos hídricos e da biodiversidade regional.
Esse compromisso é respaldado por rigorosas certificações internacionais que validam as boas práticas socioambientais das empresas do segmento.
Atualmente, o setor ocupa 10,5 milhões de hectares com plantios industriais e protege ativamente mais de 7 milhões de hectares de florestas nativas dentro de suas propriedades, uma extensão conservada que supera o tamanho do estado do Rio de Janeiro.
Além disso, a expansão dessa atividade ocorre de forma estratégica sobre terras já antropizadas, prioritariamente em pastagens de baixa produtividade.
Segundo dados do Atlas da Pastagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Brasil dispõe de mais de 100 milhões de hectares com algum nível de degradação, representando um vasto potencial para o desenvolvimento da produção de alimentos, fibras, energia limpa e iniciativas de restauração florestal.
