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Frente Parlamentar da Agropecuária propõe juros diferenciados para renegociação de dívidas rurais

8 de julho de 2026 às 16:04

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou ao governo federal uma contraproposta para a renegociação das dívidas rurais, sugerindo condições diferentes para produtores afetados por eventos climáticos e para aqueles prejudicados por oscilações de mercado.

A proposta prevê juros menores para agricultores que registraram perdas de pelo menos 30% da renda em duas safras entre 2019 e 2025 em razão de eventos climáticos. Já para os casos relacionados à queda nos preços das commodities e outras questões de mercado, a FPA propõe taxas um pouco mais altas. Em ambos os casos, o prazo sugerido é de oito anos para pagamento, com dois anos de carência.

O governo, por sua vez, defende que a renegociação seja restrita aos produtores atingidos por adversidades climáticas. A proposta da equipe econômica prevê juros mais elevados, prazo menor para pagamento e limite de R$ 8 milhões por produtor. A FPA solicita ampliar esse teto para R$ 10 milhões.

Também foram discutidas medidas para facilitar a renegociação de Cédulas de Produto Rural (CPRs), a manutenção do limite de crédito para cooperativas em R$ 50 milhões, a criação de um fundo garantidor com participação da União e a flexibilização das garantias exigidas pelos bancos.

As dívidas privadas continuam sem consenso. A FPA defende que essas operações possam ser renegociadas com juros limitados pela taxa Selic, evitando custos considerados excessivos. O governo avaliará as sugestões para tentar construir um texto de consenso que poderá ser enviado ao Congresso por meio de medida provisória ou projeto de lei.