Notícia

Governo de Minas conclui processo de desestatização da Copasa e abre novo ciclo para o saneamento

16 de junho de 2026 às 17:16

Compartilhar:

O Governo de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (16) a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A operação financeira movimentou um total de R$ 8,38 bilhões em cerimônia realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo e contou com a presença do governador Mateus Simões para selar a desestatização, que envolveu a venda de 45% do capital social da empresa.

Com essa mudança estrutural, o Estado de Minas Gerais, que antes detinha 50,03% das ações, reduziu sua participação para 5,03%. O principal comprador foi o Grupo Equatorial, que adquiriu 114.075.921 ações — o equivalente a 66,67% da oferta — e passou a deter 30% do capital total da companhia.

O restante das ações comercializadas foi dividido entre investidores institucionais, que aportaram R$ 1,96 bilhão por uma fatia de 10,5%, e investidores de varejo, que responderam por 4,5% do capital em uma movimentação de R$ 838,9 milhões.

Apesar da redução drástica de sua fatia na Copasa, o governo mineiro manteve uma participação de 5% e preservou uma ação especial do tipo golden share, mecanismo que assegura o poder de veto em decisões estratégicas da concessionária.

Além disso, para garantir o alinhamento na gestão e definir mecanismos rígidos de governança, o Estado e o Grupo Equatorial firmaram um acordo de acionistas.

Essa venda é um desdobramento da lei sancionada em dezembro de 2025 pelo então governador Romeu Zema, que autorizou a desestatização com o propósito de direcionar os recursos arrecadados para o abatimento da dívida pública do Estado com a União, atualmente avaliada em quase R$ 180 bilhões.

Sob a perspectiva regulatória, todo o projeto de privatização está respaldado pelo programa do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, diretriz do Governo Federal que estabelece metas rigorosas para que os serviços de abastecimento de água, além da coleta e do tratamento de esgoto, alcancem a universalização em todo o território nacional até o ano de 2033.

Screenshot