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Homem se apresenta à Polícia crendo ter matado colega após briga

28 de outubro de 2025 às 14:19

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​Um indivíduo de 36 anos foi detido em Patos de Minas na manhã desta segunda-feira (27), após atacar seu colega de quarto, de 40 anos, com socos e usando o cabo de uma colher. A violência foi tamanha que a vítima chegou a perder a consciência. O agressor, acreditando ter tirado a vida do colega, procurou uma Base Móvel da Polícia Militar (PM) para relatar o ocorrido e pedir auxílio. O homem ferido foi levado pelo SAMU ao Hospital Regional Antônio Dias.
​Conforme informações do sargento Peres, o suposto autor dirigiu-se à Base Móvel da PM no Mercado Municipal, declarando que havia acabado de matar seu colega de quarto. O policial descreveu o homem como estando muito alterado, confirmando que houve um desentendimento com o colega e que ele o atingiu na cabeça com uma colher de metal.
​Equipes da Polícia Militar se deslocaram até a pousada na rua Teófilo Otoni, onde os dois estavam hospedados. No local, encontraram a vítima caída no chão, com um grande sangramento na testa. O homem estava relativamente consciente. Os militares notaram que a vítima tinha dificuldade para falar, mas isso era atribuído ao consumo de álcool e possivelmente drogas, e não apenas ao ferimento.
​O sargento Peres relatou que a investigação inicial indicou que ambos os envolvidos estavam consumindo drogas. Em certo momento, o agressor teria solicitado mais dinheiro para comprar entorpecentes, e a vítima se recusou. A negativa levou à discussão e, em seguida, às agressões. O indivíduo desferiu socos e, em seguida, utilizou a colher de metal para golpear o colega, resultando no desmaio da vítima. Após o ataque, o agressor teria se arrependido, motivando-o a procurar a base policial.
​O SAMU foi acionado pela Polícia Militar, prestou os primeiros socorros e transportou a vítima para o Hospital Regional Antônio Dias. O agressor foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Plantão de Patos de Minas. O incidente está sendo registrado como lesão corporal grave. Foi constatado que os envolvidos não são residentes de Patos de Minas, estando na cidade a trabalho.