Notícia

Jovem é indiciado por tentativa de homicídio após atear fogo em amigo em Lagamar

10 de julho de 2026 às 16:01

Compartilhar:

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou o caso do jovem acusado de jogar gasolina e atear fogo em um amigo durante uma confraternização realizada na zona rural de Lagamar, no dia 7 de junho. Com o encerramento das investigações, Antônio Mateus foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificada e permanece preso preventivamente por determinação da Justiça.

De acordo com a investigação, a vítima, Luiz Emanuel Maciel Marcolino, dormia dentro de uma barraca montada na sala da residência onde acontecia a confraternização quando foi surpreendida pelo ataque. Conforme a Polícia Civil, após um desentendimento entre os dois, o investigado despejou gasolina sobre a barraca. Mesmo sendo alertado por pessoas presentes de que o combustível era altamente inflamável, ele insistiu em acender um isqueiro por três vezes, até provocar o incêndio.

As chamas se alastraram rapidamente e atingiram Luiz Emanuel, que sofreu queimaduras graves em várias partes do corpo. Ele recebeu os primeiros atendimentos em Lagamar e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para o Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, onde permanece internado, sem previsão de alta.

Durante o resgate, outro participante da confraternização também sofreu queimaduras ao retirar as roupas em chamas da vítima para tentar conter o fogo.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil ouviu a vítima e diversas testemunhas. Os depoimentos foram considerados fundamentais para a conclusão do inquérito.

Segundo o delegado responsável pelo caso, o indiciamento ocorreu por tentativa de homicídio triplamente qualificada. As qualificadoras apontadas são o motivo fútil, já que a discussão teria começado por causa da escolha de uma música; o emprego de fogo, com a utilização de gasolina para potencializar o incêndio; e o recurso que dificultou a defesa da vítima, que dormia no momento do ataque. O relatório também destaca que o incêndio colocou em risco outras pessoas que estavam dormindo na residência.

Ainda durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Antônio Mateus, pedido que foi acolhido pela Justiça. Após ser preso, o investigado optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio, informando que prestará esclarecimentos apenas durante o processo judicial.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso para decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.

Em nota, o advogado da vítima, Thiago Alves, afirmou que, apesar da dor enfrentada por Luiz Emanuel e seus familiares, a conclusão do inquérito e o indiciamento representam um importante passo na busca pela responsabilização do autor. Segundo ele, a família continuará acompanhando o andamento do processo junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, confiando na completa apuração dos fatos e na aplicação da Justiça.

Luiz Emanuel segue hospitalizado em tratamento das queimaduras, enquanto o investigado permanece preso preventivamente.