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Justiça bloqueia bens de servidora de Paracatu investigada por usar recursos públicos em cirurgias plásticas

21 de julho de 2026 às 15:44

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Uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, teve bens e contas bancárias bloqueados por determinação da Justiça após ser acusada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de utilizar recursos públicos para realizar cirurgias plásticas estéticas.

A decisão foi proferida no dia 3 de junho, no âmbito de uma ação de improbidade administrativa. O bloqueio pode alcançar R$ 35.346,39, valor que, segundo o Ministério Público, corresponde ao possível prejuízo causado aos cofres públicos.

De acordo com as investigações, a mulher ocupava o cargo de diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde e teria se aproveitado da função para obter atendimento sem seguir os procedimentos normalmente exigidos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O MPMG afirma que, em abril de 2025, ela realizou duas cirurgias plásticas — uma no abdômen e outra nas mamas, com implantação de próteses de silicone. Os procedimentos teriam custado R$ 31.403,75, valor pago com recursos públicos destinados à saúde.

Na decisão, o juiz entendeu que existem indícios suficientes, nesta fase do processo, para determinar o bloqueio dos bens da investigada, a fim de assegurar um eventual ressarcimento ao município caso a ação seja julgada procedente.

A investigação também aponta que a servidora teria solicitado a uma subordinada o agendamento direto de consultas e exames, sem respeitar o fluxo regular adotado pela Secretaria Municipal de Saúde. Além disso, o Ministério Público informou que, após o início das apurações, teria sido providenciado um laudo médico com data posterior às cirurgias para tentar justificar a realização dos procedimentos.

O processo segue em tramitação e ainda não há decisão definitiva sobre a responsabilidade da servidora. Caso a ação seja julgada procedente, ela poderá ser condenada ao ressarcimento dos valores, pagamento de multa, perda da função pública e outras sanções previstas na legislação.