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Justiça concede liberdade provisória a homem que tentou decolar helicóptero em aeroporto de Caxambu

10 de fevereiro de 2026 às 16:15

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A Justiça autorizou a soltura provisória do homem preso após invadir o aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas Gerais, e tentar decolar um helicóptero durante a madrugada do último domingo (8/2).

O caso foi divulgado inicialmente pela rádio Gerais FM.

Apesar de negar o pedido de prisão preventiva, o Judiciário determinou a aplicação de medidas cautelares para evitar a repetição de condutas semelhantes.

Conforme consta no processo, o suspeito teria acessado o aeródromo durante a noite após danificar cercas de segurança. Em seguida, entrou no helicóptero estacionado no local, ligou a aeronave e tentou levantar voo. No entanto, o helicóptero perdeu o controle e caiu ainda dentro da área do aeroporto. Não houve registro de feridos.

Após ser detido em flagrante, o homem afirmou à Polícia Civil que é entusiasta da aviação e que pretendia apenas “fazer um teste”. As investigações revelaram ainda que ele já teria se envolvido em situação parecida fora do país e que sua licença para pilotar helicópteros estava vencida.

Ao decidir sobre o caso, o juiz Lucas Carvalho Murad reconheceu a existência de indícios suficientes dos crimes apurados, mas avaliou que medidas alternativas à prisão seriam suficientes neste momento. Entre elas, está a proibição de frequentar ou se aproximar, em um raio mínimo de 200 metros, de aeroportos, aeródromos, hangares, clubes de aviação e qualquer tipo de aeronave.

Também foram determinadas obrigações como o comparecimento sempre que convocado pelas autoridades, a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial, o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar integral.

Como o investigado declarou estar desempregado, a restrição é total, podendo ser flexibilizada para o período noturno e dias de folga caso ele comprove atividade profissional lícita. O magistrado alertou que o descumprimento das medidas pode resultar na decretação de prisão preventiva.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.