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Justiça realiza audiência sobre morte de corretora uberlandense e define novos depoimentos para julho
7 de maio de 2026 às 15:01
A Justiça de Goiás deu um passo decisivo no processo sobre a morte da corretora uberlandense Daiane Alves com a realização da primeira audiência de instrução no Fórum de Caldas Novas.
Durante a sessão, que durou mais de cinco horas, foram ouvidas 13 testemunhas de acusação para subsidiar a decisão do magistrado sobre o envio do réu confesso, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, a júri popular por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O acusado, que segue preso preventivamente, será interrogado em uma nova etapa marcada para julho, quando o Judiciário deve concluir se há provas suficientes para que o crime, motivado por divergências profissionais e marcado por uma emboscada no condomínio onde ambos trabalhavam, seja julgado pelo Tribunal do Júri.
O caso gerou grande repercussão tanto em Uberlândia quanto na cidade turística goiana.
Daiane desapareceu em dezembro de 2025. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, a corretora teria sido vítima de uma emboscada arquitetada pelo síndico, que teria interrompido o fornecimento de energia da unidade da vítima para forçá-la a descer ao subsolo do edifício.
Foi nesse local que Daiane foi executada a tiros, tendo seu corpo transportado para uma região de mata próxima à rodovia GO-213, onde permaneceu oculto por aproximadamente 40 dias até que o próprio agressor revelasse a localização às autoridades.
Entre as provas técnicas reunidas, destaca-se a recuperação do aparelho celular da vítima, que o réu teria tentado ocultar no sistema de esgoto do condomínio.
A motivação do crime, segundo a tese do Ministério Público, estaria fundamentada em atritos profissionais e divergências sobre a gestão de imóveis no condomínio em que ambos atuavam.
Enquanto o processo caminha para o encerramento da fase de instrução, a família da corretora, que reside em Uberlândia, acompanhou a audiência de forma remota, manifestando publicamente o desejo por uma punição rigorosa.
Após a conclusão dos depoimentos marcados para julho, o juiz decidirá pela pronúncia do réu, o que determinará formalmente se o destino de Cléber Rosa de Oliveira será selado por um conselho de sentença formado por cidadãos no júri popular.
