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Médica vira ré por encomendar morte de farmacêutica em Uberlândia para ficar com a filha da vítima
3 de fevereiro de 2026 às 10:23
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a médica Cláudia Soares Alves, acusada de planejar o assassinato de uma farmacêutica em Uberlândia.
O objetivo do crime, segundo as investigações, seria obter a guarda da filha da vítima. Com essa decisão, proferida pelo juiz Dimas Borges de Paula, da 5ª Vara Criminal, a médica enfrentará o Tribunal do Júri por homicídio qualificado.
Além dela, um vizinho apontado como o executor do crime também se tornou réu, respondendo tanto pelo homicídio quanto pela adulteração de sinal identificador de veículo.
Ambos permanecem em prisão preventiva, uma vez que o magistrado considerou a gravidade extrema do caso e o risco à ordem pública como fundamentos para manter a detenção, ocorrida originalmente em novembro do ano passado.
O inquérito da Polícia Civil detalha um cenário de obsessão e manipulação. A médica mantinha um relacionamento com o ex-companheiro da farmacêutica e desejava assumir o cuidado da criança.
O conflito teria se intensificado após a vítima restringir o contato da filha com o pai quando ele estivesse acompanhado de Cláudia.
Antes de partir para o ato final, a investigação aponta que a médica tentou difamar a imagem da farmacêutica perante a família, chegando a enviar, por meio do executor, um objeto obsceno e uma carta manuscrita.
O juiz destacou que o crime foi executado mediante um esquema articulado e com clara divisão de tarefas, tratando-se de um crime hediondo. Sem comprovação de residência fixa ou ocupação lícita que justificasse a liberdade, os réus agora aguardam a fase de instrução processual, onde serão colhidas provas e depoimentos antes do julgamento definitivo pelos jurados.
