Notícia

Operação Armadura cumpre 20 mandados em Uberlândia e Araguari

12 de agosto de 2026 às 16:14

Compartilhar:

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araguari e do Gaeco Regional Uberlândia, em conjunto com as polícias Militar, Civil e Penal, deflagrou nesta quarta-feira (12) a segunda fase da Operação Armadura. A ação cumpre 20 mandados judiciais em Uberlândia e Araguari contra investigados por suposto envolvimento com uma organização criminosa com atuação no Brasil e no exterior.

Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens, as equipes apreenderam drogas, uma balança de precisão, celulares e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações. Uma pessoa também foi presa em flagrante.

As apurações que antecederam a nova fase foram realizadas de forma integrada pelas equipes de inteligência das forças de segurança de Minas Gerais. Segundo as autoridades, a operação busca prender investigados e reunir provas sobre a atuação da organização criminosa na região.

A mobilização conta com dois promotores de Justiça, 55 policiais militares, além de policiais civis, policiais penais e servidores do MPMG. Também participam da operação a 9ª Companhia Independente de Policiamento Especializado e o 53º Batalhão da Polícia Militar.
Como a operação ainda está em andamento nesta quarta-feira, os órgãos envolvidos continuam consolidando as informações. O número de prisões e de materiais apreendidos poderá ser atualizado ao longo do dia.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Armadura ocorreu em 26 de junho de 2026, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Uberlândia e Araguari.

Na ocasião, as investigações apontaram que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) planejavam atentados contra policiais militares da região e outras ações destinadas a intimidar agentes ligados à segurança pública.
Segundo as forças de segurança, a suspeita era de que o plano estivesse relacionado às operações de combate ao crime organizado realizadas em Araguari. As apurações também indicaram uma disputa territorial entre integrantes do PCC e do Comando Vermelho na cidade.

A primeira etapa mobilizou dois promotores de Justiça, 50 policiais militares, equipes das polícias Civil e Penal e servidores do Ministério Público. Uma aeronave da Polícia Militar também foi utilizada para dar apoio à operação.
As investigações continuam para esclarecer a atuação dos alvos e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.