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Operação Luxury: FICCO prende foragido de Uberlândia ligado a esquema de 6 toneladas de drogas

31 de agosto de 2026 às 10:08

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Na noite da última sexta-feira (28), uma ação conjunta coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Uberlândia, em parceria com as unidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do apoio da Polícia Militar paulista, resultou na prisão de Yago Araújo Silva Santos, de 27 anos, apontado pelas autoridades como o segundo principal líder da organização criminosa investigada na Operação Luxury. O investigado, que atuava estrategicamente na logística do transporte interestadual de toneladas de drogas provenientes de Mato Grosso do Sul e no esquema de lavagem de dinheiro do grupo, estava foragido desde o lançamento da operação em 15 de maio de 2026, período em que se mudou para São Paulo com a namorada e passou a utilizar identidades falsas para se esconder.

A captura ocorreu no centro de Campos do Jordão (SP), momento em que o casal saía de um restaurante de luxo a bordo de um veículo BMW avaliado em aproximadamente R$ 234 mil. Na manhã do sábado (29), mandados de busca e apreensão cumpridos na residência mantida pelo casal na capital paulista resultaram no recolhimento de relógios, joias, roupas, acessórios de alto padrão e documentos bancários que reforçam indícios sobre a continuidade das operações ilícitas. As investigações já haviam mapeado um padrão de vida ostentação incompatível com os rendimentos formais de Yago e de sua companheira — uma influenciadora digital de Uberlândia que exibia nas redes sociais moradia em condomínio fechado, carros esportivos e viagens internacionais, incluindo passagens por Ibiza, na Espanha.

O desdobramento decorre da Operação Luxury, iniciada após a apreensão de 1,1 tonelada de maconha em Frutal (MG) em abril de 2026, caso que permitiu à polícia rastrear a estrutura logística da quadrilha — que contava com veículos “batedores” e propriedades rurais para transbordo da carga — e vincular o grupo ao transporte total de cerca de 6 toneladas da droga em oito episódios distintos. Indiciado e já denunciado pelo Ministério Público por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Yago pode enfrentar penas somadas que chegam a 53 anos de prisão, permanecendo atualmente à disposição do Judiciário na Delegacia de Polícia Civil de Campos do Jordão, enquanto sua defesa ainda não se manifestou.