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Operação Sangria mira esquema de furto de combustíveis que causou prejuízo de R$ 5 milhões

2 de março de 2026 às 16:02

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Um esquema criminoso responsável por um prejuízo superior a R$ 5 milhões em combustíveis é alvo da Operação “Sangria”, deflagrada nesta segunda-feira (2) em municípios do Triângulo Mineiro.

A ação investiga uma organização suspeita de furtar gasolina e diesel diretamente de dutos da Transpetro e revender o produto de forma ilegal em diferentes estados.

Ao todo, as equipes buscam cumprir nove mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático.

As apurações apontam que o grupo atuava de maneira estruturada, com divisão de tarefas e pontos estratégicos de operação e escoamento em Uberlândia, Ituiutaba e Monte Alegre de Minas. O combustível também era transportado para estados como Goiás e Tocantins.

A ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil de São Paulo, com apoio de forças de segurança em Minas Gerais e outras unidades da federação.

As diligências ocorreram simultaneamente em Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis, com apoio operacional também em Minas Gerais e Tocantins.

Segundo as investigações, os suspeitos perfuravam tubulações para extrair o combustível, causando prejuízos financeiros, danos estruturais e riscos ambientais.

Entre os alvos de busca estavam duas empresas distribuidoras de combustíveis, suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto furtado. Um empresário do setor foi preso em Campinas, apontado como integrante desse circuito, o que, segundo a investigação, reforça indícios de inserção do combustível subtraído na cadeia econômica formal.

A Justiça autorizou nove prisões temporárias e 13 mandados de busca e apreensão. Até o momento, sete pessoas foram presas e duas seguem foragidas. Celulares e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos no esquema.

Em nota, a Transpetro destacou que é vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e que tem como maior preocupação a “preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente”.

“A Transpetro colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública, como as polícias civis e militares, os Ministérios Públicos e o Disque Denúncia.”