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Operações da PF desarticulam esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no Triângulo Mineiro

12 de maio de 2026 às 15:25

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As investigações conduzidas pela Polícia Federal nas operações Rota Andina e Paper Stone revelaram uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro em Uberlândia e Ituiutaba, alimentada pelo tráfico internacional de drogas.

O esquema foi detalhado em coletiva nesta terça-feira (12), na sede da Polícia Federal em Uberlândia, conectando a movimentação financeira atual a uma apreensão de 470 quilos de cocaína ocorrida em 2025, em Goiás.

Naquela ocasião, a droga era transportada em uma aeronave, e o rastreamento desse carregamento permitiu que os investigadores chegassem ao núcleo responsável por financiar a logística do grupo criminoso.

A organização operava no Triângulo Mineiro através de empresas de fachada e do uso de “laranjas”, que são pessoas sem recursos financeiros declarados, mas que movimentavam altas somas em curtos períodos.

De acordo com o delegado Hugo Lisita, chefe da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Goiás, essas empresas existiam apenas no papel para facilitar o fluxo de capital ilícito.

Além da movimentação bancária, o grupo utilizava veículos de luxo, como modelos das marcas Porsche e Land Rover Discovery, para ocultar patrimônio e manter uma reserva de valor de fácil conversão em dinheiro.

Até o momento, as ações judiciais resultaram no bloqueio de aproximadamente R$ 98 milhões em bens e cumpriram 41 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de prisão e ordens de apreensão de dezenas de veículos.

Embora parte dos alvos já esteja sob custódia, a Polícia Federal confirmou que ainda existem foragidos na região do Triângulo Mineiro.

As operações continuam em andamento para desarticular completamente os braços financeiros da organização e não se descarta a realização de novas etapas nos próximos dias.

Imagens: Reprodução