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Parkinson no Lar: Pesquisa da UFU monitora pacientes em casa para personalizar tratamentos

22 de abril de 2026 às 15:28

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Uma pesquisa inovadora desenvolvida pela Universidade Federal de Uberlândia está transformando o acompanhamento de pacientes com a doença de Parkinson ao levar o monitoramento médico diretamente para dentro de suas casas.

O projeto, batizado de “Parkinson no Lar”, utiliza sensores vestíveis para captar, em tempo real, as variações motoras dos participantes durante suas atividades cotidianas, representando a primeira iniciativa brasileira a avaliar os sintomas de forma contínua no ambiente doméstico.

Conduzido pelo Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde (Niats/UFU), o estudo surge de uma pesquisa de doutorado em Engenharia Biomédica e conta com colaborações nacionais e internacionais para buscar uma análise mais fiel da realidade de quem convive com a condição.

O grande diferencial reside na coleta de dados fora do consultório, superando limitações do modelo tradicional, onde fatores como a ansiedade do atendimento ou a oscilação natural dos sintomas ao longo do dia podem mascarar o quadro clínico real.

Com o uso de dispositivos semelhantes a relógios inteligentes, os pesquisadores conseguem monitorar tremores e rigidez considerando variáveis cruciais como a alimentação, o horário dos medicamentos e os níveis de estresse.

A expectativa é que esse volume de informações detalhadas possibilite tratamentos mais personalizados e assertivos, pavimentando o caminho para que, no futuro, essa tecnologia seja integrada ao Sistema Único de Saúde.

Atualmente, o estudo está em fase de recrutamento em Uberlândia e busca pessoas diagnosticadas com Parkinson e voluntários sem a doença, que formam um grupo de controle essencial para diferenciar o envelhecimento natural de sintomas neurológicos.

O acompanhamento dura cerca de um mês e meio, unindo a prática clínica à tecnologia domiciliar.

Os interessados em contribuir com a pesquisa devem preencher o formulário on-line ou entrar em contato diretamente com a equipe de pesquisa pelo e-mail arianacabral57@ufu.br.

A participação no estudo é voluntária e o processo é acompanhado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFU.

Fotos: Arquivo pessoal/Pesquisadores