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Plano Safra 2026/27 é alvo de críticas do agronegócio por juros, crédito e falta de medidas para endividamento
1 de julho de 2026 às 15:37
O anúncio do Plano Safra 2026/27, que destina R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, foi recebido com críticas por entidades do agronegócio e pela Frente Parlamentar da Agropecuária.
Embora o governo tenha destacado o aumento dos recursos em relação à safra anterior e a redução das taxas de juros em algumas linhas de crédito, representantes do setor afirmam que o programa não enfrenta os principais desafios vividos pelos produtores rurais.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo defende medidas para reduzir o endividamento no campo, ampliar o seguro rural e criar uma política agrícola com regras permanentes.
No Paraná, a Federação da Agricultura avaliou que, apesar do volume recorde anunciado, o acesso ao crédito continua difícil e os juros ainda são considerados elevados.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) ainda não se posicionou sobre o assunto.
Já a Frente Parlamentar da Agropecuária também criticou a redução dos recursos com juros equalizados e questionou a inclusão de valores de outros programas no total divulgado pelo governo. Segundo a bancada, isso aumenta o valor anunciado, mas não representa mais crédito disponível para os produtores.
As entidades defendem mais recursos para o seguro rural, condições de financiamento mais competitivas e mecanismos que permitam a renegociação das dívidas, apontadas como um dos principais problemas enfrentados atualmente pelo setor.
Com informações: Canal Rural
