Notícia
Polícia Militar faz alerta sobre golpes de estelionato praticados por falsos advogados
29 de abril de 2026 às 14:43
A Polícia Militar de Patrocínio registrou, nesta terça-feira (28), uma ocorrência de estelionato mediante fraude eletrônica que resultou no prejuízo de R$ 17 mil para uma moradora da região.
A ação criminosa foi marcada pelo uso de técnicas avançadas de engenharia social, em que os autores utilizaram dados verídicos para enganar a vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, os estelionatários entraram em contato via WhatsApp fazendo-se passar por uma advogada e um representante do Ministério Público.
Para dar credibilidade ao golpe, o grupo utilizou fotos de profissionais reais e apresentou documentos e detalhes técnicos sobre um processo judicial legítimo em que a vítima figurava como parte.
Sob o pretexto de agilizar a liberação de valores oriundos dessa ação judicial, os criminosos induziram a vítima a compartilhar a tela do seu aparelho celular e a permitir o acesso remoto ao dispositivo.
Com o controle do smartphone, os autores acessaram o aplicativo bancário e realizaram uma transferência via PIX para a conta de um terceiro.
A fraude só foi percebida momentos depois, quando a vítima consultou seu extrato e constatou a movimentação indevida, procurando imediatamente a instituição financeira e a Polícia Militar.
Diante do aumento desse tipo de crime, a Polícia Militar reforça o alerta à população sobre os riscos de compartilhar dados sensíveis.
A orientação é de que os cidadãos jamais forneçam senhas, códigos de verificação ou permitam o espelhamento de tela e o acesso remoto a dispositivos eletrônicos durante contatos por mensagens ou chamadas, independentemente da aparente legitimidade do interlocutor.
O uso de dados reais e informações processuais públicas tem sido uma estratégia recorrente para conferir um “ar de oficialidade” aos golpes, dificultando a identificação imediata da fraude.
A corporação lembra que o estelionato está previsto no Artigo 171 do Código Penal Brasileiro e ressalta que o acionamento rápido das autoridades e do banco é o passo mais importante para tentar bloquear os valores e auxiliar nas investigações.
Em qualquer situação suspeita, a recomendação é encerrar o contato e procurar os canais oficiais de atendimento dos órgãos mencionados para confirmar a veracidade das informações.
