Notícia
PRF divulga balanço de Operação de Natal 2025
30 de dezembro de 2025 às 15:39
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) finalizou no último domingo (28/12) a Operação Rodovida Natal, realizada para reforçar a fiscalização nas rodovias federais durante o feriado. O balanço da ação aponta 14 mortes, 150 acidentes registrados e 180 pessoas feridas ao longo do período.
Além dos sinistros, a PRF flagrou mais de 3.200 veículos trafegando acima da velocidade permitida e centenas de outras infrações consideradas graves.
Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (30/12), em coletiva realizada na BR-040, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o porta-voz da PRF em Minas Gerais, inspetor Aristides Júnior, a operação ocorreu entre os dias 23 e 28 de dezembro. Ele ressaltou que os números não podem ser comparados aos do ano anterior, já que em 2024 o Natal não coincidiu com um feriado prolongado. Mesmo assim, os dados chamam atenção. “Tivemos 150 acidentes, 180 feridos e, infelizmente, 14 mortes, apesar de todos os alertas feitos antes e durante a operação”, afirmou.
O inspetor explicou que o aumento do fluxo de veículos é comum em feriados prolongados, o que justifica o reforço do policiamento nas rodovias federais. Ainda assim, ao analisar os dados de forma proporcional aos dias de operação, ele observa que os índices se aproximam da média registrada em períodos normais. “Tudo depende muito do comportamento dos motoristas”, destacou.
Para a PRF, o aspecto mais preocupante vai além dos números. “Em um feriado marcado pelo convívio familiar, vidas foram perdidas em acidentes que poderiam ter sido evitados. Fizemos orientações e alertas, mas continuamos flagrando condutas perigosas”, lamentou Aristides.
Entre as infrações mais frequentes estão as ultrapassagens em locais proibidos, com mais de 400 registros, e a condução sob efeito de álcool, que resultou em cerca de 160 autuações. Também foram constatados casos de não uso do cinto de segurança, inclusive envolvendo passageiros e crianças transportadas de forma inadequada.
De acordo com o inspetor, “essas infrações se repetem em praticamente todos os feriados prolongados e são justamente as principais causas dos acidentes mais graves que atendemos no dia a dia”, disse o inspetor. Segundo ele, excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, consumo de álcool e falta do cinto de segurança estão diretamente ligados às colisões frontais, consideradas as mais letais nas rodovias federais.
Sobre as condições das rodovias, Aristides afirmou que houve avanços significativos, especialmente após a privatização de alguns trechos. No entanto, ele ressaltou que características próprias de Minas Gerais contribuem para o aumento do risco. “O estado é rota de passagem para motoristas de várias regiões do país e possui um relevo acidentado, com muitas serras e curvas. Como grande parte das rodovias é de pista simples, o perigo cresce ainda mais em períodos de tráfego intenso”, concluiu.
