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Quatro municípios mineiros terão eleições suplementares em dezembro
15 de outubro de 2026 às 14:11
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) marcou para o dia 6 de dezembro de 2026 novas eleições para prefeito e vice-prefeito em quatro municípios mineiros: Buritis, Francisco Sá, Grupiara e Santo Antônio do Rio Abaixo.
Em três dessas cidades, os prefeitos perderam os cargos por decisão da Justiça. Na outra, a candidata mais votada teve a candidatura cancelada.
Veja o que aconteceu em cada cidade:
1. Buritis (Noroeste de Minas)
Motivo: Compra de votos.
O que aconteceu: O prefeito Rufino Clóvis Folador (PL) teve o mandato cassado. Segundo a Justiça Eleitoral, um apoiador de Rufino ofereceu R$ 3.000,00 e apoio político para que uma candidata a vereadora mudasse de lado e apoiasse o prefeito, o que teve a concordância dele. Rufino chegou a conseguir uma decisão provisória para continuar no cargo, mas ela foi derrubada no final de setembro de 2026 e ele acabou afastado.
2. Francisco Sá (Norte de Minas)
Motivo: Candidatura negada por Parentesco (Inelegibilidade Reflexa).
O que aconteceu: Aline Fernanda foi a mais votada e assumiu a prefeitura. Porém, ela é ex-esposa do ex-prefeito Mário Osvaldo (da gestão 2021-2024), de quem se separou em 2022. Pela lei eleitoral, parentes ou ex-cônjuges de quem já governava a cidade não podem se candidatar na sequência. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o TRE-MG confirmaram que a candidatura dela não era permitida. Com isso, o diploma de Aline foi cancelado e ela teve que deixar o cargo.
3. Grupiara (Alto Paranaíba / Triângulo Mineiro)
Motivo: Abuso de poder político.
O que aconteceu: O prefeito eleito Rogério Honorato Machado (MDB) perdeu o mandato porque o prefeito anterior (Ronaldo José Machado) usou a prefeitura para favorecer a campanha de Rogério. O antigo prefeito criou cargos, contratou muitos funcionários temporários e demitiu opositores políticos durante as eleições, o que prejudicou os outros candidatos.
4. Santo Antônio do Rio Abaixo (Central de Minas)
Motivo: Abuso de poder político e econômico.
O que aconteceu: O prefeito reeleito Alexandre Rodrigues de Souza (PRD) teve o mandato cassado por doar muitos materiais de construção em ano de eleição para conseguir votos. A investigação mostrou que a prefeitura aumentou em mais de 600% os gastos com programas de habitação em 2024 (passando de R$ 45 mil em 2023 para R$ 348 mil no ano eleitoral).
Com informações: TRE/MG Ver menos
