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Trabalhador é resgatado após 14 anos em condição análoga à escravidão em fazenda de Montes Claros

26 de junho de 2026 às 14:27

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Um trabalhador, de 64 anos, foi resgatado em condição análoga à escravidão em uma fazenda na zona rural de Montes Claros, no Norte de Minas. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ele era submetido às condições degradantes havia cerca de 14 anos.

De acordo com a fiscalização, o trabalhador vivia desde 2012 em um barracão sem instalações sanitárias, sem acesso à água potável e sem um local adequado para dormir. Ele também não recebia alimentação nem vestuário fornecidos pelo empregador e utilizava uma área de mata para fazer as necessidades fisiológicas.

Ainda segundo o MTE, o homem foi recrutado em 2012 sem saber qual seria a remuneração. Ele recebia R$ 300 por mês, não tinha registro em carteira e não recebia direitos trabalhistas.

Para a equipe de fiscalização, a remuneração irrisória, as condições degradantes de moradia e o longo período de permanência no local foram fatores determinantes para caracterização do trabalho escravo contemporâneo.

Após o resgate, a Auditoria-Fiscal do Trabalho notificou os responsáveis pela fazenda e encaminhou o trabalhador aos órgãos de assistência social.

Conforme o MTE, o empregador responderá pelas infrações trabalhistas e poderá ser indiciado pelo crime de redução de pessoa à condição análoga à de escravo, previsto no artigo 149 do Código Penal.

Minas Gerais ficou no topo do ranking da “Lista Suja” do trabalho escravo no Brasil, segundo o governo federal. O documento público é atualizado a cada seis meses com os nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Na atualização mais recente de abril de 2026, o governo federal incluiu 169 novos empregadores no país, e Minas Gerais liderou com 36 novas inclusões. Com as atualizações recentes, o estado soma 122 empregadores ativos na lista, mantendo a primeira posição isolada no país.