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Vazio sanitário da soja já está em vigor em Minas Gerais

10 de julho de 2026 às 15:35

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Teve início em 1º de julho, em Minas Gerais, o período do vazio sanitário da soja. A medida determina a ausência total de plantas vivas da cultura entre os dias 1º de julho e 30 de setembro, como estratégia para reduzir a incidência da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a produção de soja.

Durante os 92 dias do vazio sanitário, os produtores não podem manter plantas vivas de soja em suas propriedades. Também é obrigatória a eliminação de plantas remanescentes da última safra, evitando que o fungo causador da doença sobreviva e se multiplique durante a entressafra.

A regra não se aplica apenas às áreas destinadas à pesquisa científica, à produção de sementes genéticas e aos casos de frustração de safra, desde que devidamente autorizados, controlados e monitorados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

O descumprimento das normas pode resultar na emissão de auto de infração. Cabe ao IMA fiscalizar, orientar e aplicar as penalidades previstas na legislação aos produtores que não cumprirem as exigências do vazio sanitário.

Além disso, todos os produtores de soja devem cadastrar a área plantada a cada safra, no prazo de até 30 dias após o plantio. O procedimento deve ser realizado no escritório do IMA onde a propriedade está registrada, mediante o preenchimento da Ficha de Inscrição da Unidade de Produção.

Os interessados em obter autorização para o cultivo de soja durante o período do vazio sanitário devem fazer a solicitação até o dia 15 de abril, por meio de formulário eletrônico, anexando o Plano de Trabalho Simplificado, conforme estabelece a Portaria IMA nº 1.503, de 9 de junho de 2015.

Outra obrigação dos produtores é declarar ao IMA o cumprimento do vazio sanitário da soja até o dia 31 de julho.

Ferrugem asiática da soja

A ferrugem asiática é uma doença causada por fungos e considerada uma das mais severas da cultura da soja. Os primeiros sintomas surgem nas folhas, com o aparecimento de pequenos pontos escuros que evoluem para lesões. Com o avanço da doença, ocorre a desfolha precoce das plantas, comprometendo o enchimento dos grãos e reduzindo significativamente a produtividade.

O fungo se desenvolve rapidamente em condições favoráveis e seus esporos são facilmente disseminados pelo vento, o que favorece a propagação da doença e pode causar grandes prejuízos à produção.